EPISÓDIO XXVI – BEN-HUR

Dizer-nos o que devemos pensar evoluiu para dizer-nos o que devemos falar. Não está muito longe de dizer-nos o que devemos fazer.

Charlton Heston

Judah Ben-Hur, que fora interpretado por Charlton Heston,  vive como um rico príncipe e comerciante judeu em Jerusalém no início do primeiro século, porém um novo oficial romano, o irmão adotivo e amigo de infância, Messala, que fora interpretado por Stephen Boyd, chega para governar a cidade. A princípio ficam felizes por se reencontrar depois de um longo tempo, mas suas diferentes visões políticas os separam. Depois de um incidente fatal com um oficial romano, Ben-Hur é condenado a prisão pelo recém empossado desafeto e desde então persegue a vingança pela injusta prisão e pela liberdade da própria família condenada.

O filme “Ben-Hur” de 1959 possui uma nota de 8,1 no IMDB e uma audiência de 89% no Rotten Tomatoes.

O longa-metragem foi adaptado do romance “Ben-Hur: Um conto de Cristo” de (1880) do escritor Lew Wallace que na época por ser ateu buscava comprovar que Jesus Cristo era apenas um homem comum, porém ao longo da pesquisa dele se converteu ao cristianismo.

Esta é a terceira adaptação Ben-Hur para o cinema. As anteriores ocorreram em 1907 e em 1926, ambas sendo homônimas e mudas. A quarta versão também foi lançada com o título homônimo em 2016.

O longa-metragem “Ben-Hur” (1959) foi o primeiro recordista de Oscars recebidos, com onze estatuetas, sendo seguido por outros dois filmes: “Titanic de (1997)” e “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei de (2003)“.

O roteirista Gore Vidal declarou certa vez que o roteiro original previa um relacionamento homossexual entre Ben-Hur e Messala. Como o diretor William Wyler sabia que Charlton Heston nunca aceitaria interpretar um personagem com nuances homossexuais, Vidal instruiu Wyler a apenas contar a Stephen Boyd, intérprete de Messala, sobre este relacionamento. Este fato pode ser notado no próprio filme pelas diferenças no modo de falar de Ben-Hur e Messala.

O ator Burt Lancaster recusou o papel de Judah Ben-Hur porque era ateu e não queria ajudar a promover a Cristandade. Além de Lancaster, os atores Marlon Brando e Rock Hudson também recusaram.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

Vencedor

OSCAR (1960)

Melhor Fotografia, Sam Zimbalist (prêmio póstumo, pois faleceu durante a produção do filme); Melhor Ator, Charlton Heston; Melhor Ator Coadjuvante, Hugh Griffith; Melhor Diretor, William Wyler; Melhor Cinematografia, Robert Surtees; Melhor Direção de Arte; William A. Horning (prêmio póstumo, pois faleceu durante a produção do filme), Edward C. Carfagno e Hugh Hunt; Melhor Figurino, Elizabeth Haffenden; Melhor Som, Franklin Milton; Melhor Edição de Filmagem, Ralph E. Winters e John D. Dunning; Melhor Efeitos, Efeitos Especiais, A. Arnold Gillespie, R.A. MacDonald e Milo B. Lory; e Melhor Música, Miklós Rózsa.

Indicado

OSCAR (1960)

Melhor Roteiro Adaptado, Karl Tunberg

e recebeu mais outros dezenove prêmios e mais quinze indicações.

 

Nota geral:

 

Mais sobre:

Nos encontraremos novamente em quinze dias.

Até mais.

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