EPISÓDIO X – A LISTA DE SCHINDLER

Quem salva uma vida, salva o mundo inteiro.

Talmud

Oskar Schindler, que foi interpretado pelo ator Liam Neeson, fora um ganancioso e vaidoso empresário alemão em meio ao cruel reinado nazista que ocorreu durante a Segunda grande guerra, desta forma de forma improvável em meio a este cenário caótico tornou-se um altruísta humanitário sentindo-se obrigado a transformar a própria fábrica em um refúgio para os judeus.

O Longa-metragem possui uma nota de 8,9 no IMDB e uma audiência de 97% no Rotten Tomatoes.

Durante o filme aparece uma menina, que fora interpretada por Oliwia Dabrowska, usando um casaco vermelho, sendo que por se tratar de um filme preto e branco ela se destacava dentre todas as outras personagens. Esta personagem foi inspirada em uma menina, Roma Ligocka, que esteve no holocausto e conseguiu sobreviver. Em 2002, ela publicou o livro A menina de casaco vermelho: Uma Memória relatando sobre a vida dela durante a segunda grande guerra.

A Lista de Schindler foi o filme em preto e branco mais caro produzido até hoje. O recorde anterior foi detido por mais de trinta anos por outro filme ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, O Mais Longo dos Dias (1962) que foi interpretado por Paul AnkaSean ConneryHenry FondaJohn Wayne, entre outros, e o nosso ilustríssimo Robert Mitchum.

Durante o longa-metragem quando Schindler repreende Itzhak Stern por enviar muitos trabalhadores do campo de trabalhos forçados para sua fábrica, Stern o lembra de Amon Göth atirando em vinte e cinco homens do acampamento de Bejski. O Bejski a que Stern se refere é Moshe Bejski, que acabou se tornando o falsificador de documentos de Oskar Schindler e mais tarde, um juiz da Suprema Corte israelense de 1979 a 1991. Ele também fora mencionado no livro. Na lista, ele é o nº 531 da lista masculina e sua ocupação era desenhista.

Detalhes sobre o livro “A Arca de Schindler” de Thomas Keneally, no qual este filme foi baseado, são mencionados no documentário Adolf Hitler: The Greatest Story Never Told (2013).

O ator Ralph Fiennes ganhou 13 kg para desempenhar o papel no longa-metragem. Ele assistia a noticiários históricos e conversava com sobreviventes do Holocausto que conheciam Göth. Ao retratá-lo, Fiennes afirmou “Cheguei perto da dor dele. Dentro dele há um ser humano fraturado e miserável. Sinto-me dividido por ele, sinto muito por ele. Ele é como uma boneca suja e surrada que me deram e que passei a sentir-me peculiarmente ligado.”

A lista original desaparecida dos judeus de Schindler foi encontrada em uma mala junto com o legado escrito dele escondido no sótão do apartamento dele em Hildesheim no ano de 1999. Oskar Schindler ficou lá durante os últimos meses de vida antes da própria morte em 1974.

Durante a cena em que o último dos judeus de Cracóvia é retirado de suas casas para ser transferido para o gueto, um homem pára pra remover algo do batente da porta de sua residência. O que ele remove é uma Mezuzá, uma caixa contendo uma passagem da Torá (Dt 6: 4-9), que os judeus tradicionalmente afixam nas molduras das portas de suas casas como um lembrete constante da presença de Deus.

O violinista Itzhak Perlman executa a trilha sonora de John Williams na trilha sonora. Perlman afirma que sua contribuição para o filme é um dos momentos de maior orgulho em toda a ilustre carreira dele.

Em outubro de 1944, Schindler obteve autorização dos alemães para mudar a fábrica para Morávia, e seu assistente elaborou várias versões de uma lista com os nomes de 1.200 prisioneiros judeus necessários para trabalhar na nova fábrica. Estas listas ficaram conhecidas, entre os judeus, como “A lista de Schindler”.

Durante as filmagens, o ator Sir Ben Kingsley manteve no bolso do casaco uma foto de Anne Frank, a jovem que morreu em um campo de concentração e cujo diário pessoal foi publicado após o Holocausto. Alguns anos depois, Kingsley interpretou Otto Frank, o pai de Anne, em Anne Frank: The Whole Story (2001). Outras fontes dizem que Steven Spielberg e Kingsley escreveram simultaneamente a palavra que descreveu o papel de Stern na história; Kingsley escreveu ‘testemunha’, enquanto Spielberg escreveu ‘consciência’. Kingsley supostamente manteve os dois pedaços de papel com ele durante as filmagens para lembrá-lo constantemente de seu duplo papel no filme.

Oskar Schindler (1908-1974)

O filme foi proibido em vários países de maioria muçulmana, incluindo Malásia, Indonésia e Egito. A desculpa na época fora que era “injusto” com os alemães, significando nazistas, e excessivamente simpático aos judeus. Neonazistas em países ocidentais, incluindo Estados Unidos e Canadá, fizeram campanha para que o filme fosse banido lá, mas foram  completamente ignorados.

Em 2007, o Instituto de Filme Americano classificou “A Lista de Schindler” em oitavo lugar em sua lista dos cem melhores filmes americanos de todos os tempos. O filme foi designado como “culturalmente, histórica ou esteticamente significativo” pela Biblioteca do Congresso Americano em 2004 e selecionado para preservação no Registro de Filme Nacional.

Várias atrizes desmaiaram ao filmar a cena do chuveiro, incluindo uma que nasceu em um campo de concentração.

Na primeira cena de Oskar Schindler na casa noturna surge o gerente do hotel que recebe um dinheiro de Oskar e o acomoda na mesa, o ator que interpretou esse personagem é o Branko Lustig que foi um dos produtores deste filme e que fora sobrevivente do Holocausto. Ao receber o Oscar, Branko recitou o número de série dele, A3317.

Steven Spielberg ofereceu o cargo de diretor a Roman Polanski. Polanski prontamente recusou, porque o assunto era muito pessoal. Ele morou no gueto de Cracóvia até os oito anos de idade, quando fugiu no dia do extermínio. A mãe dele morreu mais tarde no campo de concentração de Auschwitz. Depois de saber disso, Spielberg imediatamente se desculpou por trazer à tona uma memória tão traumática. No entanto, Polanski iria mais tarde dirigir o próprio filme sobre o Holocausto, que continha muitos elementos autobiográficos, O Pianista (2002).

PRÊMIOS E INDICAÇÕES 

Venceu

OSCAR (1994)

Melhor Filme, Steven Spielberg, Gerald R. Molen e Branko Lustig, Melhor Diretor, Steven Spielberg, Melhor Roteiro adaptado, Steven Zaillian, Melhor direção de Arte, Melhor Cinematografia, Janusz Kaminski, Melhor Edição de Arte, Allan Starski e Ewa Braun, Melhor Edição, Michael Kahn, e Melhor Trilha Sonora, John Williams.

GLOBO DE OURO (1994)

Melhor Filme, Drama, Melhor Diretor, Steven Spielberg, Melhor Roteiro, Steven Zaillian.

PRÊMIO BAFTA (1994)

Melhor Ator, Ralph Fiennes, Melhor Roteiro Adaptado, Steven Zaillian, Melhor Cinematografia, Janusz Kaminski, Melhor Edição, Michael Kahn, Melhor Filme, Steven Spielberg, Gerald R. Molen e Branko Lustig, Melhor Nota, John Williams.

Indicado

OSCAR (1994)

Melhor Ator, Liam Neeson, Melhor Ator Coadjuvante, Ralph Fiennes, Melhor Figurino, Anna B. Sheppard, Melhor Trilha Sonora, Andy Nelson, Steve Pederson, Scott MillanRon Judkins, Melhor Maquiagem, Christina Smith, Matthew W. Mungle e Judith A. Cory.

GLOBO DE OURO (1994)

Melhor Ator, Liam Neeson, Melhor Ator Coadjuvante, Ralph Fiennes, Melhor Trilha Sonora, John Williams.

PRÊMIO BAFTA (1994)

Melhor Ator, Liam Neeson, Melhor Ator Coadjuvante, Ben Kingsley, Melhor Figurino, Anna B. Sheppard, Melhor Maquiagem, Christina Smith, Matthew W. Mungle, Waldemar Pokromski e Pauline Heys, Melhor Design de Produção, Allan Starski, Melhor Trilha Sonora, Charles L. Campbell, Louis L. Edemann, Robert Jackson, Ron Judkins, Andy Nelson, Steve Pederson e Scott Millan.

Entre muitos outros, noventa premiações e cinquenta indicações.

 

Nota geral:

 

Mais sobre:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos encontraremos novamente em quinze dias.

Até mais.

 

 

 

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