EPISÓDIO II – VIDAS AMARGAS

Tudo já foi dito uma vez, mas como ninguém escuta é preciso dizer de novo.

André Gide.

Esta é uma versão do best-seller, East of Eden, de John Steinbeck que fora o primeiro filme dos três mais marcantes estrelados pelo explosivo ator James Dean que interpreta Cal Trask o filho “mau” do taciturno agricultor de alface do vale de Salinas, Adam Trask, interpretado por Raymond Massey. Embora possua boas intenções, Cal não consegue ficar longe de problemas, nem é capaz de igualar a estima que seu pai sente por seu “bom” irmão Aron, interpretado por Richard Davalos. Apenas a namorada de Aron, Abra, que é interpretada por Julie Harris, e o velho e gentil xerife Sam, interpretado por Burl Ives, podem ver a bondade essencial no problemático Cal. Quando Adam investe em um método arriscado e totalmente malsucedido de enviar suas safras congeladas para o leste, sua riqueza se esvai. Em um esforço para salvar o negócio, Cal obtém dinheiro emprestado de sua mãe distante, interpretada por Jo Van Fleet, a cafetina dona de um bordel e o investe em uma promissora safra de feijão. A aposta compensa, por causa da da primeira grande guerra, mas o Adam se recusa a aceitar o dinheiro de Cal, e a briga resultante acaba causando um desfecho inesperado entre a família Trask.

O filme fora lançado no mês de maio de 1955 e o ator James Dean faleceu em consequência de um acidente automobilístico no mês de setembro do mesmo ano.

Elia Kazan, em sua autobiografia intitulada “A Life” (1988), disse que Raymond Massey passou a desprezar James Dean durante as gravações do longa-metragem. Kazan não fez nada para dissipar a tensão entre os dois, já que essa era muito positiva para os personagens no filme.

O filme se passa em 1917, mas os estilos de cabelo de Cal e Aron são obviamente contemporâneos de rapazes dos anos 1950. E também no mesmo ano, Adam Trask “inventa” sem sucesso o vagão refrigerado para enviar verduras congeladas via trem. Na realidade, dezenas de milhares desses carros eram de uso comum já em 1890, esse erro também foi cometido no romance.

O longa-metragem recebeu uma nota de 7.9 dada pelos usuários do IMDB e de 90% dos usuários do Rotten Tomatoes.

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

Oscar (EUA) 1956

Venceu na categoria de melhor atriz coadjuvante, Jo Van Fleet. Indicado nas categorias de melhor diretormelhor roteiro e melhor ator, James Dean, marcando a primeira indicação póstuma na história da Academia.

Festival de Cannes (França) 1955

Venceu na categoria melhor filme dramático.

Indicado à Palma de Ouro.

Globo de Ouro (EUA) 1956

Venceu na categoria melhor filme drama.

BAFTA (Reino Unido) 1956

Indicado nas categorias de melhor filme de qualquer origem, melhor ator estrangeiro, James Dean, e melhor estreante, Jo Van Fleet.

Prêmio Bodil (Dinamarca) 1958

Venceu na categoria de melhor filme americano.

Jussi Awards (Finlândia) 1956

Venceu na categoria de melhor ator estrangeiro, James Dean.

 

Nota geral: 

 

Mais sobre:

 

 

 

 

 

 

 

O Antes e o depois dos lugares das filmagens:

Curta-metragem com o Penn Badgley

Nos encontraremos novamente em quinze dias.

Até mais.

 

 

 

1 comments On EPISÓDIO II – VIDAS AMARGAS

  • Maria Albanete Bezerra Leão

    Minha avaliação é pequena diante da brilhante análise de jovens dessa época, analisando um filme da época de 1955, mesmo levando em conta ser atemporal. Avaliação perfeita sob vários aspectos : emocional, social, bíblico etc…
    Parabéns
    Nota: 5☕

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