EPISÓDIO 43 – CANTANDO NA CHUVA

[…] Finda a tempestade
O sol nascerá
Finda esta saudade
Hei de ter outro alguém para amar […]

Cartola

No ano de 1927, com o advento do cinema sonoro que usava a tecnologia Vitaphone, o ator Don Lockwood, que fora interpretado por Gene Kelly, e a atriz Lina Lamont, que fora interpretada por Jean Hagen, precisam se reinventar para não serem “devorados” pelo tempo. Neste interim, Don conhece a atriz Kathy Selden, que fora interpretada pela atriz Debbie Reynolds, e resolve usá-la para dublar a desafinada e burra parceira, enquanto que simultaneamente aprendem as técnicas desta nova forma de produzir cinema, porém algo se entrepõe neste grupo de artistas: o brilho e a resiliência da jovem dubladora.

O longa-metragem “Cantando na Chuva” de 1952 possui uma audiência de 95% no Rotten Tomatoes, uma nota de 8,3 no IMDB esse é o 85º filme mais bem avaliado da plataforma, e o quinto melhor filme de todos os tempos e o primeiro dos musicais pelo AFI (American Film Institute).

A Atriz Debbie Reynolds era mãe da atriz Carrie Fisher que ficou famosa por interpretar a princesa Leia na saga Star Wars, essa que faleceu no dia 27/12/2016 em consequência de um problema cardíaco, foi rapidamente seguida pela mãe, no dia seguinte, em consequência de um AVC.

Dadas as inúmeras limitações técnicas da produção nos anos 50, esse filme precisou ser dublado quase que totalmente por isso enquanto que longa-metragem a personagem Lina Lamont era dublada pela outra personagem Kathy Selden, na realidade o que ocorrera foi justamente o oposto: a atriz Jean Hagen, utilizou de um timbre totalmente estridente e esganiçado para dublar a personagem Lina, enquanto que também dublou a voz da personagem Kathy durante todo o filme.

O ator Gene Kelly também trabalhou neste longa-metragem como diretor juntamente com Stanley Donen e ficou conhecido pelo pragmatismo e perfeccionismo por alguns incidentes durante as gravações.

Ao ser convidada para estrelar o longa-metragem a atriz Debbie Reynolds não possuía nenhuma experiência profissional em dança segundo confessou. Gene Kelly decidiu então que poderia ensiná-la como fizera com Frank Sinatra em Marujos do Amor (1945). Reynolds tinha sido ginasta, então ela não estava familiarizada com o movimento físico que exigia graça e resistência. Desta forma, ela ensaiava dia e noite até poder entrar numa pista de dança com Kelly e Donald O’Connor.

Certa vez ao encontrar Debbie Reynolds chorando durante as gravações, Fred Astaire, que estava em um estúdio de dança adjacente, assegurou-lhe que todo o trabalho árduo valeria a pena.

A Atriz Debbie Reynolds era apenas uma desconhecida atriz de 19 anos que ia de ônibus às gravações e ainda morava com os pais. Desta forma foi por diversas vezes flagrada dormindo exausta dentro dos sets das gravações.

O negativo original deste longa-metragem fora destruído em um incêndio nos estúdios da MGM.

 

PRÊMIOS E INDICAÇÕES

 

VENCEDOR

GLOBO DE OURO (1953)

Melhor Ator de Comédia ou Musical, Donald O’Connor.

INDICADO

OSCAR (1953)

Melhor Atriz Coadjuvante, Jean Hagen; e melhor Trilha Sonora, Lennie Hayton.

e mais seis prêmios e sete indicações.

 

Nota geral:

Mais sobre:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos encontraremos novamente em quinze dias.

Até mais.

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